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sábado, 27 de abril de 2019

Amor e Respeito - Braulio Bessa

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay 




Seja menos preconceito, seja mais amor no peito

Seja Amor, seje muito mais amor.

E se mesmo assim for difícil ser

Não precisa ser perfeito

Se não der pra ser amor que seja pelo menos respeito.

Há quem nasceu pra julgar

É há quem nasceu pra amar

E é tão difícil entender em qual lado a gente está

Que o lado certo é amar!

Amar pra respeitar

Amar para tolerar

Amar para compreender,

Que ninguém tem o dever de ser igual a você!

O amor meu povo,

O amor é a própria cura, remédio pra qualquer mal.

Cura o amado e quem ama

O diferente e o igual

Talvez seja essa a verdade

Que é pela a anormalidade que todo amor é normal.

Não é estranho ser negro, o estranho é ser racista.

Não é estranho ser pobre, o estranho é ser eletista.

O índio não é estranho, estranho é o desmatamento.

Estranho é ser rico em grana, e pobre em sentimento.

Não é estranho ser gay, estranho é ser homofóbico.

Nem meu sotaque é estranho, estranho é ser xenofobico.

Meu corpo não é estranho, estranho é a escravidão que aprisiona seus olhos na grade de um padrão.

Minha fé não é estranha, estranho é a acusação, que acusa inclusive quem não tem religião.

O mundo sim é estranho, com tanta diversidade

Ainda não aprendeu a viver em igualdade.

Entender que nós estamos

Percorrendo a mesma estrada.

Pretos, brancos, coloridos

Em uma só caminhada

Não carece divisão por raça, religião

Nem por sotaque

Oxente!

Sejam homem ou mulher

Você só é o que é

Por também ser diferente.

Por isso minha poesia, que sai aqui do meu peito

Diz aqui que a diferença nunca foi nenhum defeito.

Eu reforço esse clamor:

Se não der pra ser amor, que seja ao menos respeito!


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