Amor Onipotente

14:53:00 Maria de Lourdes 0 Comments

Na hora atribulada de crise,
Em que as circunstâncias te prostraram a alma na provação,
Muitos acreditaram que não mais te levantarias,
No entanto quando as trevas se adensavam, em torno,
Descobriste ignoto clarão que te impeliu à trilha da esperança, laureada de sol.

Na cela da enfermidade,
Muitos admitiram que nada mais te faltava senão aceitar o lance da morte,
Contudo, nos instantes extremos,
Mãos intangíveis te afagaram as células fatigadas,
Renovando-lhes o calor,
Para que não deixasses em meio o serviço que te assinala a presença na Terra.

No clima da tentação,
Muitos concordaram em que apenas te restava a decadência definitiva,
Todavia, nos derradeiros centímetros da margem barrenta que te inclinava ao despenhadeiro, Manifestou-se um braço oculto que te deteve.

Na vala da queda a que te arrojaste, irrefletidamente,
Muitos te julgaram para sempre em desprezo público,
Entretanto, ao respirares, no cairel da loucura,
Recolheste íntimo apoio, que te guardou o coração, refazendo-te a vida.

Na tapera da solidão a que te relegaram os entes mais queridos,
Muitos te supuseram em supremo abandono,
Mas no último sorvo do pranto que te parecia inestancável,
Experimentaste inexplicável arrimo,
Induzindo-te a buscar outros afetos que passaram a enobrecer-te.

No turbilhão das dificuldades que te envolvam o dia,
Pensa em Deus,
O Amor Onipresente, que não nos desampara.

Por mais aflitiva seja a dor,
Trará Ele bálsamo que consola;
Por mais obscuro o problema, dará caminho certo à justa solução.

Ainda assim,
Não te afoites em personalizá-lo ou defini-lo.
Baste-nos a palavra de Jesus que no-lo revelou como sendo Nosso Pai.

Sobretudo,
Não te importe se alguém lhe nega a existência
Enquanto se lhe abrilhantam as palavras nas aparências do mundo,
Quando pudeste encontrá-lo, dentro do coração, nos momentos de angústia.
É natural seja assim.
Quando a noite aparece,
É que os olhos dos homens conseguem divisar o esplendor das estrelas.

Do livro Opinião Espírita,
Obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.


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