sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

E Viva a Vida!

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão da Elaine Gaspareto.


A minha postagem de hoje é uma adaptação de uma outra postagem que fiz no blog da chica chata. Explico: blog da chica chata é um outro blog que tenho onde escrevo as minhas peripécias.
Esta semana foi assim meio que diferente pra mim, mal cheguei perto do computador, e tudo começou na semana passada:

Estava eu, escrevendo uma postagem, e nessa postagem descrevia um fato que envolvia os meus cachorros. Tenho dois cachorros lindos da raça Box.

O Kiko que é o branquinho e o Guiber que é o marronzinho.


Pois bem, nesse escreve daqui e escreve dacolá me acontece um fato que me deixou de cabelo em pé.
Gente de Deus, sem mais e nem meio mais esqueço completamente o nome do meu cachorro Guiber!
Quase infartei! E tento daqui e tento de lá e nada. Não consigo!
E já dá pra imaginar o que pensei. Pois foi isso mesmo que imaginei.
Saí apavorada pra falar para o meu marido que eu não conseguia me lembrar do nome do cachorro.
Imaginem aí a minha aflição!
E já alertei o meu marido. Não diga. Porque eu preciso me lembrar.
Dei uma volta na casa inteira e nada.
Por fim, com quase uma hora e meia lembrei.
Mas, a aflição não acabou por aí. E nessas alturas, como tenho muitos sobrinhos médicos já liguei pra todos eles que já tentavam me acalmar, a senhora é jovem ainda pra está com esse problema. Pode ser estresse, mas deve procurar um neurologista.
Então corri pra internet em busca do meu diagnostico precoce. E não deu outra. Pelo menos metade dos sintomas é exatamente o que vive a minha pessoa aqui. E com minha palavras descrevo:

1 - Não dou muita atenção a mim mesma.
2 - Não gosto de sair de casa
3 - Perder as coisas dentro de casa

Pois bem, como dizem que eu quando não sou oito sou oitenta, na segunda feira mesmo logo que levantei e sem mesmo nem tomar café, tomei meu banho e corri pro salão cortar o cabelo, fazer escova, fazer unha e sobrancelha depois fui pra uma clinica de estética, fazer limpeza de pele.

Realmente não gosto mesmo de sair de casa. Mas para contradizer o diagnostico precoce esta semana não parei um minuto batendo perna na rua, pelas lojas e pelos shoppings comprando roupas novas e produtos para me cuidar.

Só Deus sabe o quanto gastei. Bom, Deus é modo de falar porque quem sabe mesmo é o bolso.

E quanto a perder as coisas dentro de casa, desde os meus sete anos que sofro desse mal. E minha mãe já reclamava muito comigo e dizia que "tudo isso é quem não presta atenção no que está fazendo" assim dizia ela.
Sei dizer que o fato de dormir muito tarde pode levar a esses transtornos de memoria. E eu, por natureza sou muito ligada ao trabalho e com essa crise que está aí não paro mesmo, estudando e buscando alternativas ao invés de choramingar.
Conheci um senhor, verdadeira referência, com mais de oitenta anos com mal de alzheimer e mesmo no estágio final da doença estava cortando cabelo e fazendo barba de moradores de rua.
Uma prova viva de que quando ajudamos o nosso irmão menos afortunado Deus nos ajuda a passar pelas provas.

Ainda não fui ao médico, mas seja o que for, tenho a felicidade de ter recebido muitos conhecimentos e são eles que me ajudam a passar pelas situações da vida.

E para que essa postagem não tome outros ares vou colocar aqui o que escrevi no blog da chica chata.


Pelas Graças de Deus, foi assim que um dia veio ao mundo, eu, e a minha mania de sonhar sonhando.


E desde muito cedo eu pescava conhecimentos através da minha mente curiosa de saber o que é o que foi


E tive a felicidade de nascer de uma família que me mostrou que a vida é um eterno carrocel!


Cresci, realizei sonhos, quebrei a cara com outros, ganhei amizades, desfizeram-se outras que eu achava que valiam a pena. Mas, para melhor compreender existe um anjo que nos auxilia e nos ajuda a entender o que é melhor para nós.


Hoje, adulta e vivendo a vida que Deus me deu, eu olho pra cima e revejo o quadro das situações que acontecem pelo mundo afora. Algumas pessoas nunca pararam para ser feliz com o que possuem. Sempre querem mais, até mesmo por cima dos direitos dos outros. Mentem, caluniam, roubam, denigrem a imagem do outro com um objetivo só: "O de ser feliz" Só vim conhecer o que é os dissabores da vida quando virei adulta e vi as atrocidades que os homens estão fazendo uns com os outros.
Não sabemos como será o nosso amanhã, mas podemos plantar o melhor hoje e agradecer pelo o que temos.
Adoro essa música!




Eu já passei, por quase tudo nessa vida, em matéria de guarida, espero ainda a minha vez
Confesso que sou, de origem pobre, mas meu coração é nobre
Foi assim que Deus me fez...

E deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar, (Vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço, por tudo que Deus me deu...

Só posso levantar, as mãos pro céu, agradecer e ser fiel, ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso, com o que tenho, vivo
De mansinho lá vou eu...

Se a coisa não sai, do jeito que eu quero, também não me desespero, o negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos, lá vou eu! e sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...

Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço, por tudo que Deus me deu...


Esse post faz parte da Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão da Elaine Gaspareto.






sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Gratidão também ensina a perdoar


Esse post faz parte da Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão da Elaine Gaspareto.

***

Lembro na minha adolescência quando ouvi pela primeira vez esta, que chamo de poesia de autoria de Francisco Otaviano.

Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu,
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem, e não homem,
Só passou pela vida, não viveu.

Não entendia exatamente o conteúdo por trás de cada palavra, mas criaram raízes na minha alma e até hoje guardo na memoria o impacto que essas poucas linhas produziram no meu coração.

E quando rememoramos fases que passamos na vida, não é com intenção de choramingar o que passou. 
Nenhum medicamento é capaz de nos tornar fortalecidos como os embates da vida.
Digo que não estamos preparados para o que vem por aí, ou em outras palavras para as surpresas da vida.
Mas quase sempre aprendemos com elas. 
Encontramos por aí pessoas totalmente desprovidas de sentimento de compaixão. A falta de solidariedade, o descaso, as lutas pelo poder.  Acredito que essas pessoas nunca viveram.
Pessoalmente não acredito nos conceitos dessas pessoas e considero-as incapaz de produzir algo de bom.
Mas, em compensação existe sim nesse mundo, pessoas boas, amigas, que nos ensinam, adoramos as suas palavras e o conforto que elas nos transmite.
Hoje posso dizer que tenho uma vida mais ou menos equilibrada. Mas, pra chegar até aqui foi através de uma dura caminhada.
É muito difícil para quem foi educado com tudo do bom e do melhor se vê diante da fome. Para quem foi educado a não pedir.
E no inicio dos meus negócios eu passei sim muita fome e dormi no chão. Existem pessoas que chegam roubam as nossas ideias, planejamentos que levamos noites e mais noites sem dormir para construir.
Não considero nenhuma vantagem tudo isso, vantagem mesmo foi a tranquilidade que adquiri sem nenhum esforço para passar por aqueles momentos que eu não tinha coragem para pedir socorro
Nunca deixarei de ser grata a Deus e a Jesus que me amparou durante sete dias.
Eu colocava um copo com água na mesa e pedia pra Jesus colocar ali o alimento que sustentasse o meu corpo físico.
Não só adquiri resistência física, como moral para passar com dignidade pelas tempestades da vida.
Independente de religião, porque não sou religiosa, quem pensar que Deus dorme engana-se.
Depois, eu entendi essa que chamo de poesia.
Bendigo as fomes que passei. Elas me ensinaram a conhecer de perto o que é Gratidão.
Gratidão foi a porta que se abriu na minha vida. Foi com a Gratidão que aprendi a perdoar a quem tanto tentou me prejudicar e não conseguiu. O que eu recebi foi bem maior de tudo quanto de mim copiaram.

 Esse post faz parte da Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão da Elaine Gaspareto.



sábado, 11 de fevereiro de 2017

Gratidão é a porta da comunhão com a alegria mesmo em tempos de amargura.

 Esse post faz parte da Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão da Elaine Gaspareto.



Diz a voz da experiência que a vida vai nos lapidando. No mais simples modo de dizer de uma hora pra outra parece que as fichas vão caindo e aos poucos vamos conhecendo o verdadeiro sentido da vida.
Vamos desvendando caminhos, conhecendo pessoas, aprendemos a ser mais seletivos, compreendemos que não temos o domínio de todas as coisas, mesmo aquelas que julgamos serem nossas.
Mal temos domínio sobre nós mesmos, imagine sobre os outros.
Não somos donos nem da própria vida. E diante desse reconhecimento que envolve a nossa caminhada aprendemos instintivamente a praticar algo que de repente percebemos alivia a nossa alma e nos coloca em estado antes desconhecido.

"Aceitar as coisas que não podemos mudar
Coragem para mudar aquelas que podemos
E discernimento para distinguir uma da outra"

Um dia alguém me disse essas palavras, ou oração, que entraram nos meus ouvidos mas não chegaram ao coração.
Faltou humildade para entende-las
E pode ter certeza que a Gratidão é irmã gêmea da Humildade.
Não somos fortes o suficiente para dominar todas as coisas que nos dizem respeito e essa consciência nos leva a conhecer a Humildade e consequentemente a Gratidão.
Quando estamos abertos, muitas vezes uma palavra só, tira as vendas dos nossos olhos.
Houve um tempo que eu reconheci que precisava de algo mais para ser feliz. A misericórdia de Deus nos faz reconhecer que não somos assim tão poderosos, que sentimos dores, que sofremos enquanto outros se acham os donos do mundo e das verdades. 
E busquei a ajuda que precisava. 
E comecei a frequentar grupos de auto ajuda. De pessoas que reconheciam as suas impotências e buscavam o verdadeiro sentido da vida.
Ora, o sentido da vida não é o meu carro novo.
Não é a minha casa linda e maravilhosa. Porque esses o tempo leva.
Quando dedicamos um minuto em prol do bem estar de outra pessoa estamos entrando no caminho.
E nesse caminho vamos descobrindo que esse é o caminho.
Quando nos desvencilhamos de nós mesmos e dos nossos infortúnios os quais achamos ser os maiores do mundo em prol de um pouco que podemos oferecer a outra pessoa é quando descobrimos sensações antes desconhecidas.
Essa é a terapia, que um dia uma mão amiga me levou pra conhecer. E eu agradeço do fundo da minha alma porque até aquele dia eu não sabia olhar para dentro de mim a não ser para reclamar. Eu não sabia que eu possuia a capacidade de fazer muita gente feliz, dar um pouco de mim e assim me curar dos meus problemas que por sinal eram tão pequenos comparados a tantos descasos pelos caminhos da vida.
Minha eterna Gratidão a essa mão amiga que muito me ajudou a crescer, a enxergar que quando nos doamos a alguém ou a alguma causa o primeiro beneficiado somos nós mesmos. Foi aí que aprendi a importância de desenvolver a Gratidão. Minha Gratidão pela oportunidade de expor a minha experiência e que ela possa ser útil a alguém. 
Gratidão é a porta da comunhão com a alegria mesmo em tempos de amargura.

 Esse post faz parte da Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão da Elaine Gaspareto.



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Meu Sobrinho

Meu Sobrinho lindo. Pelo coração grande que tem logo logo será um excelente médico e amado e o seu filhinho.


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Aniversário de Arthur

Minha familia linda e maravilhosa, comemorando o aniversário de Arthur.
Arthur é o filhinho da minha sobrinha que amo de paixão












Médicos Pela Democracia repudiam vazamento de dados de Marisa



***
Fatos que hoje acompanhamos e que passarão a fazer parte da nossa história, que nos escandaliza nada mais é que a cópia da crueldade que caminha junto com a humanidade desde quando esse planeta foi habitado pelo ser humano.
Se voltarmos os nossos olhos e corações para o passado, se pararmos pra buscar as histórias que marcaram povos e civilizações veremos que a crueldade e a falta de compaixão não é novidade, ela simplesmente se repete e nos escandaliza.

Vamos relembrar os circos de Roma que não foram coisas da imaginação
Vamos lembrar da crueldade que fizeram com Jesus
Vamos lembrar da crueldade da inquisição
Vamos lembrar da escravidão
Vamos lembrar de Hitler e do seu holocausto
E de muitos outros, outros e mais outros que usaram a força do poder para matar, humilhar, roubar, trucidar, esquartejar e deixar o seu semelhante virar lama.

Isso é só uma virgula da capacidade do homem em fazer o outro sofrer porque história que a história não conta também ronda pelas esquinas do mundo afora.
Nos becos da vida e dentro dos lares que passarão despercebidos da história. Viraram noticias por algumas horas e depois esquecidas.
Queira ou não existe um OLHAR que a tudo registra.
E o homem continua caminhando usando o seu livre arbítrio.

Houve uma profecia que não é o caso descrever aqui, que no ano tal... o mundo ia se acabar.
De certo esperavam que ceus e terra desabassem
Ninguém parou pra analisar que o mundo ético e moral está sucumbindo!
Já não existe mais no coração do homem a piedade, não adianta dizer-lhe o que ele não quer ouvir.
Infelizmente é assim
E quem aprendeu a ter olhos de ver e ouvidos de ouvir faça a sua parte porque o relogio da vida não para um único segundo.
Faz os dias e as noites sem que nós e nem a ciência tenhamos domínio sobre ele.

Maria de Lourdes

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Cuidar de si mesmo é mais importante do que parece

       Esse post faz parte da Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão da Elaine Gaspareto.



Uma das coisas que sempre gostei, e até demais, foi de cuidar da casa, arrumar a casa, limpar a casa. E nessa neurose de querer tudo em seus devidos lugares foram poucas pessoas que se aventuraram em trabalhar comigo.

Quando solteira, era a pura vaidade, sempre no salto alto, maquiagem finamente retocada, roupas e sapatos finos e na moda essa era eu quando solteira.

Mas, ao casar e passar a ser dona de casa e mãe inverti as questões.

Já não ia ao cabeleireiro, aliás nesse corre corre de cuidar da casa e dos filhos mal penteava os cabelos.

Comparando ao que eu era podia-se dizer que me tornei uma mulher desleixada. E quem me visse não acreditaria na grande transformação pela qual passou a minha pessoa. 

O fato de casar-me e sair da casa dos meus pais para morar em SP deve ter mexido com a minha cabeça, talvez não estivesse preparada para essa mudança por maior que fosse o amor pelo meu marido. Existem coisas lá dentro da alma que desconhecemos.

Talvez tentando preencher algo que na época nem sabia o que era voltei todas as minhas energias para cuidar dia e noite da casa e esquecendo de mim mesma. Hoje eu sei que fugia porque não tinha condições psíquicas para encarar a minha realidade.

Não sei dizer se era feliz, aceitava de coração a minha nova realidade de dona de casa e mãe. E leva a vida conforme manda o figurino. Se isso é o que se pode chamar de felicidade, então eu era.

Meu marido e eu eramos jovens demais, quase duas crianças, sem muita experiência do que é a vida. Deixamos pra trás os alicerces da família para se aventurar num mundo totalmente novo e desconhecido. 

Era tão pouca a experiência de vida que de cara já me tornei mãe de trés filhos. Lembro naquela época, que religiosamente eu lavava todos os dias cinquenta fraldas, depois escaldava com água fervente, isso aprendi com a minha mãe e em seguida passava álcool nos varais que recebiam as fraldas mais limpas e brancas do mundo, depois corria pro fogão porque era hora das mamadeiras, em seguida a casa e em seguida passar as fraldas dos dois lados e nesse corre corre já era hora das mamadeiras novamente.

E assim os anos vão passando e a minha mania de limpeza aumentando porque muitas vezes me vi duas horas da manhã limpando a casa.

E foi exatamente em cima de uma escada limpando um lustre que senti pela primeira vez uma dor no peito. Eu tinha 25 anos.

Uma pontada que veio exatamente para me chamar pra realidade. 

Dizem os mais sábios que a dor é o remédio e só quem viveu e sofreu sabe que isso é verdade. Essa pontada no peito passou a ser a rotina e a realidade da minha vida e quando eu sentia parecia que o mundo deixava de existir pelo menos na minha cabeça. Se estivesse dentro de um ônibus era obrigada a descer ás pressas para correr pro hospital e se eu não tinha nada passei a ter os piores sintomas que os medicamentos produziam no meu organismo. Por duas vezes essas pontadas me levaram aos extremos e não posso deixar de descrever aqui porque elas fazem parte da minha gratidão.

Uma delas foi no centro de Santo Amaro quando voltava de uma consulta. Estava dentro de um ônibus quando veio novamente a dor no peito e imediatamente desci. Não tinha forças nas pernas, aliás ficava totalmente paralisada quando passou um casal e chorando pedi pra me levar pra o hospital.

A segunda vez, foi na padaria. Entrei pra comprar o pão e por mais que eu me esforçasse psiquicamente veio a pontada novamente e tive que pedir ao dono da padaria, que me conhecia e sabia que eu morava por ali mesmo, pedi pelo amor de Deus que me ajudasse a voltar pra casa. E o mais engraçado de tudo isso é que se alguém segurasse na minha mão eu conseguia andar.

Em casa, eu já não era a mesma, fui obrigada a contratar uma funcionária que de cara já riscou todo o meu fogão. Não sei se dopada com tantos diazepans ou se na altura dos acontecimentos entendia que a saúde é o que de mais importante temos nessa vida.

Eu com apenas 25 anos me via como uma pessoa imprestável, incapaz de cuidar dos filhos e da casa por causa de uma pontada no peito que me fazia viver em função dela, esperando a sua vinda e já me vendo inerte no chão. E era assim que passei a viver. Eu a minha pontada no peito e os efeitos colaterais dos calmantes. Como nenhum exame detectava anormalidade no meu organismo os médicos me passavam calmantes, que deixava meu corpo tremendo e sem controle.

Se você não acredita nas providências divinas ou se acredita simplesmente por acreditar digo que ela existe sim e quando menos esperamos ela começa a agir na nossa vida. O nosso tempo é um e o de Deus é outro. E todo sofrimento tem uma razão de ser. 

Eu estava sentada na sala quando de repente senti uma vontade muito grande de ir ao médico, algo assim incontrolável, mesmo correndo o risco de sentir a tal dor no peito eu precisava ir ao médico e na minha mente corria a ideia de que talvez eu não tenha explicado direito o que eu sentia.

E assim fui.

O médico que encontrei naquela sala a mais de 20 anos era um senhor de cabelos brancos, não sei se ainda está aqui entre nós. Mas esteja onde estiver peço a Jesus que leve essa mensagem até ele porque salvou a minha vida com a permissão de Deus.

Entrei e sentei e as palavras saiam da minha boca de uma forma que nem eu mesma sabia como. Pela primeira vez eu soube descrever o que sentia e o que estava na minha alma.

Depois de ouvir todo o meu desespero ele me disse somente essas palavras

- Minha filha, você não tem absolutamente nada, principalmente no coração. E para você ter essa certeza vou pedir todos os exames para lhe mostrar e se conscientizar que essa sua dor no peito nada tem a ver com o coração.

Simplesmente você sente uma dor muscular, uma carência de vitamina B e vou lhe passar um medicamento que fará com que nunca mais sinta esse incomodo.

O medicamento no caso era o Miocitalgam. 

Realmente. Tomei a medicação e nunca mais na minha vida senti pontadas no peito.

Fiz os exames e conforme ele falou, o meu coração era sadio.

Os diazepans não tomei mais a partir daquela confiança que aquele anjo de bondade transmitiu a minha alma.

A suposta enfermidade me fez voltar os olhos um pouco pra mim. Cuidar de mim para ter condições de cuidar da minha casa e dos meus filhos.

Aprendi que o nosso maior tesouro é a saúde. Sem saúde não vamos a lugar nenhum.

Descobri que na época estava com síndrome do pânico.

Não temos que questionar quando ouvimos alguém dizer que a dor é o remédio porque é a mais pura verdade.

Tudo que nos acontece é para o nosso próprio bem porque Deus não quer nenhum dos seus filhos sofrendo.

Aquelas pessoas que me socorreram nos meus momentos de agonia, com certeza Deus as ampara porque é dando que se recebe.

E aquele anjo vestido de medico que soube me trazer novamente pra vida, a minha eterna Gratidão.

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva #52semanasdegratidão da Elaine Gaspareto.